
Mais uma vez conduzo os sentimentos até a folha de papel, exprimo sentimentos do passado, do presente e do futuro. Exprimo o que me vai dentro do peito, no local que poucos chegam a atingir ou onde são raros o que deixam a sua impressão digital. O grande problema é que esses ‘poucos’ que atingem ou que deixam uma marca como no Bilhete de Identidade acabam sempre por fazer ruir esse ‘local’, tornam-no num sítio triste, frágil, um sítio onde medo é quase palavra de ordem e de onde a inocência volta de novo a fugir. Muitos são os que dizem ‘São apenas sentimentos, isso passa!’, mas e o que são os sentimentos senão uma parte da alma ou do próprio ser?
Medo, sim é isso que esta alma sente, está misturado com a mágoa, o sofrimento, a dor e a negação. Medo é esse o veneno que corre nas veias deste ser, medo de se deixar tocar novamente, de deixar que alguém imprima de novo a sua impressão digital e que o volte a deixar aos bocadinhos, que volte a deixar o ‘local’ como se fosse uma folha de papel que qualquer um pode rasgar para por no lixo. Mesmo que depois haja alguém que pegue em todos os pedacinhos e os junte com fita-cola, nada volta a ser igual e a inocência até pode voltar a fazer parte da alma e do ser, mas o medo esse não se vai embora, nunca abandona cada fenda tapada com fita-cola. São marcas, fendas, feridas ou arranhões que o tempo não cura, que as pessoas não curam, são coisas que ficam sempre impressas no peito e na alma, para que o ser nunca se esqueça de que mais tarde ou mais cedo a fita-cola se vai descolar e que os papéis vão voltar a cair e todo o ‘local’ vai voltar a estar em ruínas.
Medo, sim é isso que esta alma sente, está misturado com a mágoa, o sofrimento, a dor e a negação. Medo é esse o veneno que corre nas veias deste ser, medo de se deixar tocar novamente, de deixar que alguém imprima de novo a sua impressão digital e que o volte a deixar aos bocadinhos, que volte a deixar o ‘local’ como se fosse uma folha de papel que qualquer um pode rasgar para por no lixo. Mesmo que depois haja alguém que pegue em todos os pedacinhos e os junte com fita-cola, nada volta a ser igual e a inocência até pode voltar a fazer parte da alma e do ser, mas o medo esse não se vai embora, nunca abandona cada fenda tapada com fita-cola. São marcas, fendas, feridas ou arranhões que o tempo não cura, que as pessoas não curam, são coisas que ficam sempre impressas no peito e na alma, para que o ser nunca se esqueça de que mais tarde ou mais cedo a fita-cola se vai descolar e que os papéis vão voltar a cair e todo o ‘local’ vai voltar a estar em ruínas.
Depois de voltar a acontecer, voltará a aparecer uma pessoa com mais fita-cola para colar cada pedacinho e voltar a pô-lo de pé e torna-se um ciclo vicioso, ou então vai acontecer tantas vezes que a uma dada altura, a fita-cola não vai colar e os pedacinhos continuaram no chão até que o ser seja capaz, ele próprio, de olhar para o peito, bem lá no fundo e encontrar algo que junte os pedacinhos sem prender o medo, voltando assim a ser novamente FELIZ!
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