quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ano...

Hoje quis escrever, quis resumir em palavras aquilo que no pensamento rodopia sem parar. Um ano, num ano tanta coisa mudou, num ano houve companhia e solidão, houve aproximação e distância, alegria e tristeza, amor e ódio…houve coisas que fizeram parte deste ano. As coisas não mudaram por querermos, mudaram porque deixámos que mudassem, deixámos que a companhia de ontem se tornasse na solidão de hoje, que o amor se transformasse em ódio, que a alegria desvanecesse na tristeza, mas este ano só teve coisas más? Não, este ano foi bom, foi constituído por coisas más mas que tiveram um objectivo comum, fazer alguém crescer. Se cresceu, sim a saudade cresceu, a amizade cresceu, a forma de pensar não cresceu, mas mudou, e a vida, essa diminuiu pelo menos em tempo.

O sentimento já não é o mesmo, o amor talvez já não seja ódio, a solidão transformou-se passo a passo em companhia, a distância sofreu uma discrepância tal que se aproximou cada vez mais, a tristeza fez parte da alegria e o resto, tudo o resto voltou a ser o que era, voltou a ficar no seu lugar, voltou a deixar de fazer sentido e deixou de merecer atenção. Os outros, foram apenas peças de um puzzle ainda em construção, peças que vão e vêm, peças que umas vezes encaixam e outras vezes nem descobrimos de onde são, peças que desaparecem sem ninguém perceber porque.

O ano? Um ano passou, esse ano já lá vai, se marcou, isso sim, marcou como as ondas marcam a areia da praia, de uma forma tão meiga que na onda a seguir deixa de se notar a sua marca…