quarta-feira, 7 de junho de 2017

Agora sim, o fim...

Tenho tentado adiar a escrita desta fita, por razões que para qualquer pessoa que tenha amado tanto esta vida, são obvias. Escrevê-la anuncia, uma vez mais, o fim desta maravilhosa e turbulenta caminhada.

Há 5 anos tive o prazer de atravessar as portas da Mui Nobre Instituição e de me sentir em casa. Com a certeza que era o caminho certo, o que queria percorrer. Este caminho, como também é obvio, não foi fácil, mas trouxe-me tantas coisas boas. Memórias incríveis, pessoas insubstituíveis e momentos inesquecíveis.

Só quem por cá passa percebe as festas até amanhecer, as bebedeiras até cair, as gargalhadas até doer a barriga, as lágrimas no momento da despedida e o sentimento de querer passar por tudo outra vez. Oh ESE, se tu soubesses o que dava para voltar a cruzar as tuas portas pela primeira vez...

[A capa negra de saudade, no momento da partida
Segredos desta cidade, levo comigo para a vida...]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Obrigada mui nobre instituição

Sei que falta pouco, muito pouco para o fim desta jornada. Para alcançar aquele que durante uma vida foi o meu maior sonho. Teoricamente já sou Educadora de Infância, falta apenas o papel a certificar. Não foram anos fáceis, mas foram sem dúvida anos muito enriquecedores. A instituição que me acolheu, que me fez sorrir, que me fez chorar, que me fez criar amizades para a vida. Obrigada Escola Superior de Educação de Lisboa (Eselx), por todas as horas de stress e por todas as alegrias que me deste. Obrigada por me teres proporcionado quatro anos e meio da maior e melhor aventura da minha vida, por me ajudares a concretizar um sonho. Nunca será um adeus, apenas um até já.

Obrigada às três pessoazinhas “estupidas que nem uma porta” que começaram esta jornada comigo e que a vão terminar comigo. Obrigada a vocês, pelos ataques de riso, pelas piadas sem nexo, pelas festas, pelas incongruências com o meu fígado, pelos passeios, pelos almoços e jantares, por nunca nos deixarmos cair. Para mim um trabalho feliz, seria um trabalho em que as quatro estávamos frente a frente e que continuávamos a crescer juntas. Nunca terei palavras para vos agradecer por não me deixarem desistir nem por um segundo. Do fundo do coração, obrigada meninas!

[Se uma lágrima te cair ao ver chegar o fim toma cuidado, 
muito cuidado que a saudade começa assim ]

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Estrela guia

Deixaste-me. Passaram pouco mais de 24 horas desde que me deixaste. Fisicamente deixaste-me, mas nunca me esquecerei de ti. Auto intitulaste-te minha avó desde o meu nascimento. Acompanhaste todo o meu crescimento. Descascaste-me “peixinho bom” porque sempre fui louca por camarões. Até mos embrulhavas em guardanapos depois das festas de anos para os puder levar para casa. Deixaste-me. Deixaste-me uma saudade tão grande, uma mágoa tão profunda.

Vou ter tantas saudades tuas. Quem é que vou visitar ao domingo? A quem é que vou dar milhentos beijos de uma só vez e levar palmadas por isso? Vou ter tantas saudades tuas. Do teu toque, do teu cheiro, da tua pele enrugada, do teu sorriso, de te chamar avó. Foste melhor do que todas as outras, a minha avó, mesmo não o sendo de sangue. Foste quem me vestiu pela primeira vez. Vou ter tantas saudades tuas. Já tenho. Não sei como não ter. Não sei como te deixar partir. Não quero. Quero que voltes, que me abraces e que me digas que não passou tudo de um sonho. Vou ter tantas saudades tuas AVÓ!

[Waking up to kiss you and nobody's there, Smell of your perfume still stuck in the air it's hard]

domingo, 5 de junho de 2016

Esta vida é para sempre!

Passaram 3 anos desde que os vi chegar à mui nobre instituição. Ontem revivi um por um, a sua chegada, as suas expressões e os seus medos. Lembro-me das primeiras vénias, de lhes ensinarmos jogos, músicas e tradições. Recordo os apadrinhamentos, o batismo, o enterro e o traçar da capa com a maior saudade. Vivemos 3 anos juntos, partilhámos dores, preocupações, alegrias. Hoje partilhamos memórias. Cresceram tanto, tornaram-se em pessoas tão grandes, gigantes. Tenho o maior orgulho em vocês, tenho o maior orgulho em ser vossa madrinha, em ver-vos alcançar mais uma etapa, em ver-vos crescer.

Ontem chorei. Chorei de alegria, de orgulho, de saudade. Chorei por perceber que chegou ao fim mais uma etapa, que esta vida está quase no fim e que passou a correr. Chorei por querer voltar atrás no tempo e viver tudo novamente. Vocês deram-me os melhores anos da minha vida e por isso OBRIGADA!

[Se uma lágrima te cair, ao ver chegar o fim toma cuidado,
muito cuidado que a saudade começa assim]

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Never mind...

Tenho andado ausente, longe da escrita, do que me faz melhor. Tanta coisa que mudou nos últimos anos, não fui escrevendo sobre isso, talvez por isso a minha mente esteja sem norte. Eles partiram, levaram parte de mim e deixaram apenas a saudade, era mais feliz com eles, sem dúvida. O amor que tenho dentro do peito, a angústia, a saudade, anda tudo em combate constante...e eles...eles não vão voltar, não estarão aqui para me ver crescer, evolui, aprender. Aprendi, aprendi da pior maneira, a vê-los partir, a despedir-me deles à força e sem querer que eles partissem de mim. Mas partiram, foram-se embora e só deixaram saudade no lugar que eles costumavam ocupar. Saudade do cheiro, do toque, da voz, do carinho, do amor, saudade deles, de mim, de nós, saudade dos lugares, das pessoas, das memórias que venho a perder no tempo. TENHO TANTAS SAUDADES VOSSAS! De vocês nunca me esqueço, em cada conquista estão presente, a agarra-me na mão, a levar-me mais longe, a ver-me sorrir ou chorar, são vocês que me acalmam nas noites mais tenebrosas e que me descansam nos dias mais agitados...OBRIGADA! 

O meu amor por vocês é e será sempre eterno, fica guardado todos os dias no coração, perto da saudade, perto da vontade de vos ver, de vos falar, de vos abraçar...

Um dia irei ter convosco...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ano...

Hoje quis escrever, quis resumir em palavras aquilo que no pensamento rodopia sem parar. Um ano, num ano tanta coisa mudou, num ano houve companhia e solidão, houve aproximação e distância, alegria e tristeza, amor e ódio…houve coisas que fizeram parte deste ano. As coisas não mudaram por querermos, mudaram porque deixámos que mudassem, deixámos que a companhia de ontem se tornasse na solidão de hoje, que o amor se transformasse em ódio, que a alegria desvanecesse na tristeza, mas este ano só teve coisas más? Não, este ano foi bom, foi constituído por coisas más mas que tiveram um objectivo comum, fazer alguém crescer. Se cresceu, sim a saudade cresceu, a amizade cresceu, a forma de pensar não cresceu, mas mudou, e a vida, essa diminuiu pelo menos em tempo.

O sentimento já não é o mesmo, o amor talvez já não seja ódio, a solidão transformou-se passo a passo em companhia, a distância sofreu uma discrepância tal que se aproximou cada vez mais, a tristeza fez parte da alegria e o resto, tudo o resto voltou a ser o que era, voltou a ficar no seu lugar, voltou a deixar de fazer sentido e deixou de merecer atenção. Os outros, foram apenas peças de um puzzle ainda em construção, peças que vão e vêm, peças que umas vezes encaixam e outras vezes nem descobrimos de onde são, peças que desaparecem sem ninguém perceber porque.

O ano? Um ano passou, esse ano já lá vai, se marcou, isso sim, marcou como as ondas marcam a areia da praia, de uma forma tão meiga que na onda a seguir deixa de se notar a sua marca…

sábado, 2 de abril de 2011

Fases...

As fases do homem e da mulher ao final de um relacionamento:

1ª fase dela: Ela quase não dormiu a noite inteira, revirou-se na cama diversas vezes e andou de um lado para o outro do quarto a tentar encontrar uma solução. Com um aperto no peito . Chora e não sabe como será daqui para frente. Ela quer ele. Sente saudades dele. Ela só deseja que tudo volte ao normal.

1ª fase dele: Ele sente raiva ao principio, mas ele começa a rir como um parvo. Liga para os amigos a contar a novidade, e convida-os para sair, diz que precisa de conhecer algumas mulheres.
O sentimento que bate é de libertação e alegria, e que a ex exploda.

2ª fase dela: Algumas semanas depois, ela resolve desligar os sentimentos. “Nunca mais amar” é o lema. Não sente nada, nem dor, nem alegria.
É um vazio sem tamanho por dentro. Sem qualquer tipo de perspectiva daqui para a frente. Tudo muito neutro. Evitando qualquer coisa que envolva o amor: músicas, filmes ou livros de romance. Ela só quer descansar.

2º fase dele: Passa algumas semanas, e o telemóvel não pára de tocar e receber sms, várias raparigas atrás dele, sai todos os dias para beber com os amigos.
Ele anda com a auto-estima elevada, e tenta entender porque é que ficou tanto tempo dentro de um relacionamento sério.

3ª fase dela: Um mês depois, ela começa a ver as coisas de um ângulo melhor. Depois da fase do vazio, vem a melhor fase: a do amor próprio.
Ela entende que não precisa de outros para ser feliz.
Faz o que gosta, o que quer, o que a deixa feliz. Ainda não quer saber de amar, mas quer saber de viver. Quer aproveitar a vida. Ela está bem consigo mesma. Ergue a cabeça e estufa o peito. Mais confiante e triunfante que nunca, ela segue.

3º fase dele: Um mês depois, a rotina de beber sempre com os amigos começa a ficar chata e quotidiana. O pique de ir sair pegar todas as raparigas não faz mais sentido, ele prefere ficar num canto a beber e conversar com algum amigo,onde o principal assunto é a ex.

4ª fase dela: Então chega aquele momento que ela esquece o quanto não queria amar. O quanto o amor a fez sofrer e como era difícil e desgastante gostar de alguém. Sem querer, sem perceber, alguém aparece na vida dela. Os olhos dela começam a brilhar e o coração bate acelerado. Ela está a amar novamente. Corre o risco de sofrer outra vez. Mas ela não está nem ai. E o outro? Apenas uma lembrança.

4º fase dele: Então chega aquele momento que os frios na barriga, a respiração forte ao pensar nela já são frequentes. Ele começa a perceber que tudo sem ela foi sem graça, toda a música e lugar a lembra, todos os beijos em outra não chegaram nem perto do gosto do beijo dela. E tudo por dentro dói, de como ele foi orgulhoso, de como ele deixou tudo acabar do nada. Ele quer ela. Sente saudades dela. Ele só deseja que tudo volte ao normal.